Transfusão de Sangue em Próteses Totais do Joelho
(Dr. Julio C. Gali)


Uma preocupação para cirurgiões e pacientes que devem ser submetidos à uma artroplastia total de joelho é a perda de sangue e a consequente necessidade de transfusão.


Como existe comprovação científica de que pode haver associação entre transfusão de sangue e aumento do risco de infecções, a tendência global é de se procurar evitar a reposição de hemoderivados.


Isso pode ser feito desde o pré-operatório. Se o hemograma da(o) paciente mostrar anemia, deve-se buscar a causa e tratar adequadamente. Uma injeção semanal de 40.000 UI eritropoetina pode melhorar o nível de hemoglobina, pois um valor de 14,0 g/dL é considerado seguro para afastar transfusões.


Contribuem para a diminuição do sangramento, no intra-operatório, o tipo de anestesia, injeções intra-articulares de ácido tranexâmico e de solução contendo 0,5 ml epinefrina na dosagem de 1 : 1000, e a cauterização dos vasos, após e liberação do garrote pneumático, se este equipamento foi utilizado.


No pós-operatório o cirurgião pode prescrever sulfato ferroso, para ajudar a recuperar a perda de sangue que normalmente ocorre no ato cirúrgico.


Portanto, medidas cientificamente comprovadas podem reduzir a necessidade de transfusões nas cirurgias de prótese total do joelho, diminuindo o risco de infecção e beneficiando especialmente pacientes que, especialmente por motivos religiosos, não querem receber sangue.